
A obra é resultado da pesquisa realizada pelo jornalista Carlos Dorneles, visando a análise das notícias que foram publicadas sobre a intervenção dos Estados Unidos no Afeganistão e Iraque em 2002. O texto traduz a preocupação do autor ao perceber o quanto as informações eram manipuladas pelas autoridades antes de serem publicadas.
Após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, a imprensa americana “pediu”a guerra através de vários artigos publicados sobre o assunto. Dorneles cita os artigos dos jornalistas William Safire e Charles Krauthammer publicados nos jornais New York Times e Washington Post, respectivamente, como exemplos desse pedido. Em um deles Krauthmmer usa um jogo de palavras para criticar a decisão de alguns países europeus de não apoiar a guerra:
uma guerra de autodefesa. Esta é, também, uma guerra pela civilização ocidental Se os europeus se recusam a ver-se como parte nessa batalha, muito bem. Se querem abdicar, muito bem. Nós deixaremos que eles segurem o nosso casaco, mas não permitiremos que amarrem nossas mãos.
Dorneles enfatiza que mesmo antes de ser oficializado o início da guerra contra o Afeganistão, todos os principais veículos de comunicação sabiam a data certa e não divulgaram.
É desvendada pelo autor uma série de fatos que mostram como foi desenvolvida uma campanha de marketing para melhorar a imagem dos Estados Unidos na Europa e no Oriente Médio. Os assessores da Casa Branca “solicitaram”que os jornalistas evitassem perguntas que despertassem opiniões exageradas sobre as ações dos militares americanos. Para controlar mais diretamente a comunicação o governo americano criou o Centro de Influência Estratégica e depois o Escritório de Comunicações Globais.
Depois de explicar esse controle que o governo americano tinha sobre a comunicação, Dorneles afirma que a imprensa gosta de guerra e revela a sua acomodação através da reprodução de press releases e como isso também foi feito pela imprensa brasileira. As manchetes dos jornais Folha de São Paulo e O Globo mostram apenas um lado, o de Bush. O autor descreve como os jornais declaravam quais armas eram usadas pelos americanos durante a guerra e como eram “manipulados os verbos” nas reportagens sobre a guerra.
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Recomendo essa excelente pesquisa feita pelo Dorneles!

Nossa, mas um livro para minha lista de mil livros…
Esse livro é bom!
Eu li esse livro em 2005….fiz resenha e artigo depois….