Resenha do filme Teacher’s Pet

A evolução do jornalismo sensacionalista para a real apuração do fatos. A falta de confiança no ensino universitário de Jornalismo. A falta de confiança nas mulheres que davam aula na Universidade na década de 50. 

Estes e outros questionamentos compõem o cenário criado pelo filme “Teacher’s Pet”, de 1958. O editor-chefe de um jornal, James Gannon, se recusa a palestrar em uma universidade. Ele abomina o ensino e o fato de ser uma “professora” que é responsável pelas aulas.

Érica Stone é uma das professoras do curso de Jornalismo, na Universidade, em 1958. É algo ousado para a época, visto que ela estava numa posição dando aula para uma turma (com maioria masculina). 

Gannon resolve enganá-la figindo ser mais um aluno. Nessa hora o filme retrata a mulher com tom pejorativo: frágil, meio boba, sorridente ao perceber a cantada. 

De líder de uma turma, ela passa a professora frágil para ser conquistada por um alunk. Não são poucas as cenas em que ele fica olhando para a bunda dela enquanto ela faz uma argumentação.

Fora essa representação fiel do machismo de 1958, o filme também ressalta a quantidade de jornais “sexo e sangue” dos EUA. Aos poucos é destacado o quanto a notícia precisava de mais dados além do boletim do IML ou da delegacia de homicídios. Que era preciso investigar as condições financeiras e familiares para contextualizar cada coisa.

Excelente filme para debater a imagem feminina na década de 50 e o próprio jornalismo. Recomendo para estudantes, professores e curiosos em geral! 

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